domingo, dezembro 14, 2014

ofídica

Tuas pequenas partes de um meio fazem rir em todo um desafio. É doce amargo que desliza de barriga teu luzir de escama em abundância, o refletir de cada meia-lua estampado em feição suave no sorrir sem dentes. O que tua falta de forma permite é esmiuçar em corpo restrito todo um infinito das tuas linhas. Fere-me a profundidade do teu olho sobre meus sorrisos partidos, visto que poderia me devorar as falanges e a falácia. Suga cada sombra e desse escuro tenta abrir os lábios em brilho, mas faltam presas. Teu rompante em pele nova tem um azul-solidão que me dói a potência do dilatamento ao inalar teu silvo. Não basta que se tenha se não pode comer a vida a dentadas, me devorar a pele romã e enlaçar minhas sementes em tua barriga chata. Mancha a relva com pele-lantejoula esperando que a terra compreenda suas estrelas e permita suas inflexões, não bastando amor que não possua teu nome e compartilhe de tua cicatriz. Me bastaria admirar distante teus reflexos, não tivesse esgueirado parte a parte teus venenos em minha boca rachada e pedido com doçura, "engole".



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