quinta-feira, abril 02, 2015

[O que é afinal esta vivência]

   Esta fuga do não ser a que me habituei com o chamado do corpo-que-descansa, abduzir o Nilo como sêmen aureolar do rio fecundo. Há um animal em mim que se ressente da cordialidade. A parte do meu raciocínio que não pensa abocanha colheradas frias sem ignorar o contato do metal com os dentes.

   This will destroy me, this will be the last inch of earth under my fingernails; soon I shall ignore the call of my knees to shift at the sound of prey. And so I will be numb, a dull being full of sentiment and lacking on strength. What will be then of my nature
when my throat no longer slits other’s teeth, what will I feed upon
...?
Is there such a beast, one who doesn’t
fight back?

   Quanta funda já marcou o aço que me fere, é o que me diz a força para aceitar a dor. A terra que foi lapidada na vontade possui pouco do que foi história. Dobrar-me-ei sobre as marcas da queda, porque senti-las exige esforço.

The ripping
Of skin-close safety
Hurts just as much as being safe
And unchangeable when the stars fall

   A parte ciente do que foi renegado acumula forças para o retorno; este, medido na amplitude do desaconchego, será em paz.

To come home from a long absence: find you don’t remember it as well as you thought; take notice on so many details you’re not quite sure are new or had just passed by before; acknowledge that is great to be back, but there was profit on being away, for it changed you inside out in.


   Na retomada do caminho pelas pedras, a criatura em mim percebe: não teve fome, pois vinha se comendo.

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