sábado, abril 25, 2015

Tempestade em jarro de vidro pt.1

  As partes do ciclo são simultâneas em todos seus aspectos. Há umidade presente no ar, na terra, nas peles que escorrem pelos ciclos intermináveis e coabitam o suor. Neste âmbito, eu transpire conexão. Percebo em mim o condensamento e seu papel na face outra que evapora, e compreendo a dependência de minhas formas a cada gota que me preenche, assim como me faço útil ao movimentá-las, mantê-las sempre em processo. O pulso que nos move é inerente a tudo o que existe em si e não pode deixar de ser; assim, preocupo-me que cada gota encontre seu caminho por meus veios, e vejo nela a contagem infinita do que já conheceu e do que, nela, eu já absorvi.
Busco resgatar a ancestralidade em tudo o que parece
novo e incicatrizável;
a água, no que é leito
de rio e
rosto conhecido.

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